Trabalhadores de entrega de aplicativos no Brasil protestam contra melhores condições de trabalho – 01/01/2020

Por marcelo rochabrun

SÃO PAULO (Reuters) – Mais de mil e-mails trabalhando para pedidos reunidos em São Paulo na quarta-feira para protestar contra melhorias em suas condições de trabalho, em um dos maiores movimentos desse tipo no país.

Os fornecedores desejam taxas de entrega mais altas e melhores condições de trabalho, que se tornaram mais difíceis desde que a pandemia de coronavírus atingiu o país em meados de março. O movimento faz parte de uma convocação nacional à greve dos libertadores na quarta-feira e apresentou atos em outras cidades, como o Distrito Federal e o Rio de Janeiro.

Os trabalhadores afirmam que a renda obtida com o trabalho para aplicativos diminuiu ao longo do tempo e que eles precisam operar em condições precárias.

“Eles nos forçam a trabalhar nos finais de semana, todos os dias, correndo o risco de serem bloqueados nas aplicações”, disse Felipe Gomes, que oferece uma das aplicações alimentares mais populares do país.

Empresas como Rappi, Uber e iFood consideram os revendedores autônomos e insistem que eles são apenas intermediários entre estabelecimentos comerciais e revendedores.

“Um algoritmo determina tudo para eles (provedores): valor e duração do trabalho, o caminho que devem seguir e, se não o aceitam, sofrem sanções”, disse Tatiana Simonetti, promotora do trabalho. “No momento em que se registram no sistema, eles se tornam fantoches para o sistema”.

Os funcionários da Uber não fizeram comentários. A iFood e a Rappi declararam que as demandas dos trabalhadores foram atendidas e que as taxas pagas ao pessoal de entrega não aumentam sob pressão. Rappi disse que a maioria dos e-mails recebe 18 reais por hora, embora os trabalhadores tenham dito à Reuters que recebem muito menos.

Rodrigo Gandolfo, vice-presidente de logística da iFood, disse que a equipe de entrega recebe cerca de 20 reais por hora nos horários de pico, como almoço e jantar.

Em comunicado à imprensa, o presidente em exercício da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística, Eduardo Guterra, disse que a categoria quer “discutir outro modelo de relacionamento com base nas diretrizes da Organização Mundial do Trabalho (OIT), com descanso”. entre dias e uma melhor remuneração, na qual o participante, seja motorista de carro, motoboy ou negociante de bicicleta, não é explorado devido à falta de condições de saúde e segurança. “

((Redacción São Paulo, 55 11 56447753)) REUTERS AAJ AAP

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