Três vezes maior que Júpiter, o planeta descoberto é o novo gigante espacial – 13/05/2020

Três vezes maior que Júpiter, o planeta descoberto é o novo gigante espacial - 13/05/2020

Se o maior planeta do nosso sistema solar, Júpiter, já é grande, imagine um com três vezes a sua massa. Este é o Kepler-88 D, o planeta do sistema estelar Kepler-88 descoberto por astrônomos no Instituto de Astronomia da Universidade do Havaí.

Localizado na constelação de Lira, a harpa, a 1.200 anos-luz da Terra, o Kepler-88 D leva quatro anos para concluir um circuito em torno do Kepler-88, a estrela que dá nome ao sistema. Sua órbita é elíptica.

Os pesquisadores confiaram em seis anos de dados coletados pelo Observatório WM Keck, também no Havaí, para apoiar a descoberta.

Isso poderia levar a novas pistas sobre o papel de planetas gigantes na formação de outros planetas, como se acredita que Júpiter tenha sido o caso em nosso sistema solar.

A teoria é que eles, maciços e com enorme força gravitacional, contribuíram para o desenvolvimento de planetas rochosos, como a Terra, direcionando cometas que carregavam água para cá.

O sistema Kepler-88 chama a atenção dos astrônomos desde 2012, quando foram descobertos dois de seus exoplanetas, Kepler-88 C e Kepler-88 B. O primeiro possui massa equivalente à de Júpiter e é vinte vezes maior que o segundo, um planeta gasoso.

Com seu tamanho e força gravitacional, o Kepler-88 C influencia a órbita do Kepler-88 B, um pouco menor que Netuno. A dinâmica de influência entre esses dois planetas é chamada de ressonância.

O Kepler-88 B completa sua órbita em onze dias, metade dos 22 que o Kepler-88 C. A cada dois turnos realizados, o Kepler-88 B recebe um “impulso” do Kepler-88 C, de acordo com uma nota publicada pela Observatório WM Rizar. Isso leva a uma variação no tempo de órbita do Kepler-88B.

Esse recurso é chamado de variações de tempo de trânsito (VTT) e foi observado pelo Kepler Space Telescope, que encerrou suas atividades em 2018.

Os VTTs já foram detectados em outros planetas e sistemas planetários, mas o Kepler-88 B se destaca por ter uma das maiores variações ao longo do tempo. Pode terminar sua órbita doze horas mais cedo ou mais tarde.

Com a descoberta de um planeta massivo como o Kepler-88 D, os astrônomos precisam lidar com outra variável para entender como o sistema estelar Kepler-88 funciona.

“É provável que o Kepler-88 D tenha tido mais influência na história do sistema Kepler-88 do que o chamado ‘Rei’, Kepler-88 C, que tem a massa de Júpiter”, disse a Dra. Lauren Weiss, líder da o grupo de pesquisadores que fizeram a descoberta. “Então, o Kepler-88 D é o novo monarca supremo deste império planetário, um imperador”, acrescenta.

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