Tribunal Eleitoral do Brasil adotará biometria no teste da urna

O presidente da Justiça Eleitoral, Alexandre de Moraes, nesta quinta-feira Anunciado que os tradicionais testes de integridade das urnas são submetidos a cada ciclo eleitoral terá uma novidade este ano: o uso de dados biométricos de eleitores reais. A verificação de segurança também será expandida para incluir mais máquinas.

Testes de integridade são realizados todos os dias das eleições desde 2002. Cerca de 100 urnas eletrônicas são amostradas de aproximadamente 500.000 distribuídas por todo o país.

Os representantes dos partidos políticos escrevem antecipadamente os votos para determinados candidatos em cédulas de papel e os depositam em uma urna antiquada. Os funcionários das pesquisas, em seguida, extraem votos da caixa e os digitam na urna eletrônica. O processo é público e filmado. Os votos no teste de integridade não contam para a eleição real.

Biometria vem sendo adotada gradativamente nas eleições brasileiras desde 2008. Em 2018, mais de 3,6 milhões de brasileiros se registraram para votar cancelado porque não registraram seus dados biométricos antes do prazo.

No entanto, novos registros biométricos foram suspensos em 2020 devido à pandemia e registro não é em si um requisito para votar.

O juiz Moraes anunciou hoje que o teste de integridade será ampliado este ano de 100 para 641 urnas. Além disso, 56 dessas máquinas serão ativadas pela biometria dos eleitores reais, assim como as urnas normais.

O eleitor que optar por participar da nova prova não votará duas vezes; o teste de integridade continuará a ser realizado por funcionários da justiça eleitoral.

Adicione verificação biométrica à prova de integridade Foi um pedido do ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira.

Os militares não têm um papel constitucional na assessoria nas eleições, mas as Forças Armadas ecoaram os desafios do presidente Jair Bolsonaro sobre a segurança do sistema de votação eletrônica do Brasil e pressionaram por um papel maior nas eleições deste ano.

Nogueira, general aposentado do Exército, disse aos senadores em julho que as Forças Armadas “irão até o fim” no que ele chamou de “missão” para melhorar a transparência e a segurança das próximas eleições.

O presidente Bolsonaro disse em várias ocasiões que só aceitaria os resultados que considera legítimos, dizendo no último fim de semana que “não há como [he] não vai ganhar na primeira rodada com pelo menos 60 por cento do voto”. As pesquisas sugerem que ele tem pouco mais da metade disso.

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