“Venho pedindo aos empresários que não atirem”, diz Luiza Trajano

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A empresária Luiza Trajano, presidente do conselho de administração da Maganize Luiza, pediu aos empregadores que mantenham seus empregos e não entrem em pânico. “Eu disse que o pânico é tão grande que eles não vêem as medidas que o governo está tomando”, disse Luiza, que também preside o Grupo Mulheres do Brasil.

Luiza tem conversado com pequenos e médios empresários que a procuram nos últimos dias. “Há muito tempo, em minhas conferências, eu estava pregando que as lojas físicas não terminariam, mas a digitalização é muito importante”, disse ele. “O que sai dessa crise é que teremos que nos reinventar.” A seguir, os principais trechos da entrevista:

Há uma controvérsia no governo sobre como fazer o confinamento. Como você entende essa pergunta?

Não posso responder se o confinamento pode ser assim (isolamento) ou vertical, porque tudo é muito novo. Proteger a vida é mais importante. Mas a economia também é importante porque ajuda a combater o desemprego. O que eu disse é que o confinamento é uma realidade. Se o governo, juntamente com a área da Saúde, não fornecer previsibilidade, dificilmente poderá colocar todo mundo na rua. As pessoas estão com muito medo. Saúde (área) e políticos precisam fornecer previsibilidade, como alguns países. Eu acho que eles têm que se juntar agora.

Entre os empresários, também existem muitas dúvidas sobre se deve ou não fazer um bloco total …
Se você não tem seguro de saúde, as pessoas podem até andar, mas não vão às compras. Semana passada, em alguns lugares onde não tínhamos fechado (lojas), as pessoas começaram a nos cobrar. Havia uma mãe de um funcionário pedindo para fechar (a loja). Eu já tive um grande pânico. As pessoas têm medo de se encontrar.

Como tem sido a conversa entre empreendedores?

Temos realizado muitas conferências. Estou em alta demanda por pequenos e médios empresários. Eu disse que o pânico é tão grande que eles não vêem as medidas que o governo está tomando. Eles têm medo de quebrar, e com razão. O Instituto de Desenvolvimento de Varejo (IDV) contribuiu muito para a equipe econômica do governo. É necessário se comunicar bem, porque o desemprego devido ao desespero será muito alto.

O que a senhora falou com os empresários que estão procurando por você?

Tentei me acalmar e explicar que o governo está ajudando, com uma extensão (de pagar impostos). Por outro lado, (a crise) ajudou nas vendas digitais. Muitos deles não acreditavam neste canal. Muitos começaram a entregar. Enquanto São Paulo investiu em vendas digitais, ainda não no interior do estado.

Lady tocou em um tópico importante. As vendas digitais são um canal importante no momento.
Há muito tempo, em minhas conferências, eu estava pregando que as lojas físicas não terminariam, mas a digitalização é muito importante. Outra coisa que eu acho importante: o que não tem sido feito na área da saúde em 20 anos será feito em dois meses. Outra coisa que quero defender é que nosso comitê de saúde do Grupo de Mulheres no Brasil sempre estudou e valorizou o Sistema Único de Saúde (SUS). O SUS é o melhor sistema de saúde em países com mais de 100 milhões de habitantes. O que pode não funcionar na nossa é que a mudança de gerentes é muito rápida. Em cada uma das nossas cidades, existe um SUS. Em alguns deles, no entanto, eles não têm clínicas ambulatoriais e agora estão correndo para colocar tudo isso.

O que aprenderemos dessa pandemia?

Penso que teremos de nos reinventar e que a cooperação será muito forte. Temos que remar juntos para seguir o mesmo caminho. Estamos vendo jovens se oferecendo para comprar idosos. Netos pedindo avós para não sair de casa. Foi um dos aprendizados mais pesados ​​que já experimentei. A revista se reinventa cada vez mais nesse processo. Já éramos muito fortes no digital e isso ajudou muito.

Para você, as medidas da equipe econômica anunciadas nesta semana serão suficientes?

Como é uma situação nova, isso não acontecerá de uma só vez. Devido às medidas que serão lançadas agora e o governo estiver trabalhando duro, acho que elas se acalmarão. Globalmente, os governos injetaram dinheiro na economia. Possui vários fundos, não apenas partidários, que podem injetar recursos. O governo terá que estudar alternativas.

Mas ainda existem incertezas …

É um momento difícil que nunca passamos. Mas acredito em nosso poder de nos reinventar e é um momento em que o pânico não nos permite ver as coisas que o próprio governo anuncia para que possamos sair de problemas economicamente. Peço aos empregadores que se acalmem, saiam de férias e não causem desemprego.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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