Vera e Tas são inconvenientes em momentos de Roda Viva com Adnet

Mais de uma vez ouvi Jô Soares reclamar do incômodo de cobrar dos torcedores por serem engraçados 24 horas por dia. Lembro-me dele contando sobre fãs que o conheciam em lugares públicos como aeroportos, dando tapinhas nas costas dele e perguntando: “Conte uma piada aí, Jo!”

Marcelo Adnet se viu nessa situação incômoda durante entrevista que concedeu ao “Roda Viva” nesta segunda-feira (17). Em diversos momentos, a apresentadora Vera Magalhães se incomodou, pedindo à comediante que fizesse imitações, como se ela estivesse no palco. Por favor, Adnet não recusou nenhum dos pedidos, mas ele não estava lá para isso.

Vera também expressou um desejo de destaque que não corresponde ao papel. A certa altura, depois de ouvir uma pergunta, ela disse: “Meu fonoaudiólogo também queria perguntar isso”. Depois de ouvir Adnet lamentando o assédio do ódio na Internet, o host observou: “Eu sei do que você está falando.”

“Roda Viva” também não gostou da escolha de Marcelo Tas, apresentador de um programa da TV Cultura, como um dos entrevistadores. Em mais de um momento ele deu a entender que não acompanha o panorama atual do humor no Brasil e no mundo.

“A televisão não é realmente heterossexual? Hoje, a televisão não tem um programa de comédia atrevido que lida com assuntos cotidianos”, disse Tas, ignorando “Dolly”, “Greg News” e “Out of Time”. todos dedicados a Rir criticamente da realidade, sem falar nos recentes “Isso a Globo Não Mostra” e “Tá no Ar”, entre outros.

Noutra ocasião, elogiou Marco Luque, seu colega “CQC”, como referência de humor. E ainda, em uma explosão anticomunista, ele se dirigiu a Adnet estritamente: “Quando você diz que é de esquerda, você já notou que não há comediante em Cuba? Ou na China não há comediante.”

Mesmo falando na TV Cultura, o programa deixou a desejar em um campo que costuma ir muito bem, a apresentação inicial dos convidados.

Adnet permaneceu na MTV por seis anos e a única menção a essa passagem crucial em sua carreira foi o programa “15 Minutos”. Posteriormente, ao ouvir um resumo de sua trajetória na Globo, o público foi informado de que “sucedeu como o médico Paladino da série ‘O Dentista Mascarado’, que abriu caminho para o Show da Noite”, justamente seus dois maiores fracassos de anúncios.

Sobre o “Tá no Ar”, que ele ajudou a criar e que foi central para a sua passagem pela Globo, sem falar.

A entrevista com a Adnet foi morna, mas rendeu algumas declarações de interesse, destacadas pelo UOL, como crítica de colega Carioca, a posição política do humorista como uma pessoa deixou e sua resposta equilibrada nas acusações Marcius Melhem.

Em boa fase, com bons convidados e alcançando grande repercussão, “Roda Viva” pode se dedicar hoje a cortar pequenas arestas que ainda atrapalham o andamento do programa.

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