“Vista maravilhosa”: Inês de Medeiros diz que as declarações sobre o Bairro Amarelo ficaram fora de contexto | Almada

A autarca de Almada disse quarta-feira que as suas declarações sobre o Bairro Amarelo respondiam a uma pergunta do Bloco de Esquerda (BE), por considerar que estavam fora de contexto devido à “proximidade das eleições”.

“Estou ciente de que, à medida que se aproximam as eleições municipais, é grande a tentação de descontextualizar sistematicamente afirmações que são respostas a perguntas ou questionamentos específicos, e daí tirar conclusões que em nada correspondem ao significado inicial das palavras”, disse Inês de Medeiros (PS), em um postado em sua página do Facebook.

A autarca tem estado no centro de uma polémica por ter afirmado na assembleia desta segunda-feira que não se importaria de ir viver para o Bairro Amarelo, localizado no concelho, no distrito de Setúbal, devido à “vista maravilhosa”.

No entanto, Inês de Medeiros publicou um vídeo com este momento e salientou que “a questão da localização de alguns dos bairros sociais de Almada surge em resposta à interpretação directa que a BE fez”, que dizia: “Esperamos projectos que visem e que também estão em lugares bonitos, que não são guetos ”.

Nesse sentido, o presidente também garantiu que “nada do que foi discutido minimiza a preocupação” do município pela “situação social que existe em alguns desses bairros”, onde há moradias precárias.

A situação tornou-se mais visível após a deputada e vereadora do BE em Almada, Joana Mortágua, compartilhou um trecho no Twitter com a declaração de Inês de Medeiros, também criticando a aprovação de um hotel de cinco estrelas no Porto Brandão, em Almada.

A agência Lusa tentou contactar Inês de Medeiros e Joana Mortágua, mas até ao momento não foi possível obter declaração.

Em declarações à Lusa, o vereador do PSD Nuno Matias, responsável pelos Espaços Verdes, Ambiente e Energia, também concordou que se trata de uma “declaração fora do contexto num conjunto de declarações proferidas em reunião da Câmara”. Mesmo assim, destacou que, para a festa, “o mais importante não é a vista, mas as condições de vida dessas pessoas”.

Neste sentido, Nuno Matias referiu que nos últimos meses “têm-se trabalhado no sentido de criar um regulamento de atribuição de habitação especial, na identificação de moradias a requalificar e no âmbito do programa da 1ª Lei, para o desenvolvimento de um programa de construção de moradias em Almada ”.

O vereador comunista Joaquim Judas, por outro lado, disse à Lusa que se tratava de uma afirmação “sem considerar exactamente que interpretações”. “A prefeita é conhecida por suas declarações às vezes frívolas, que mesclam certo populismo com algumas atitudes autoritárias que também a caracterizam. Está na mesma linha de há alguns anos, dizendo que residindo em Campo de Ourique sempre vinha para a Câmara de Almada de Cacilheiro, mas, como a experiência tem mostrado, não tinha cabeça nem cauda ”, comentou.

Nesse sentido, indicou que o PCP “não valorizou” esta afirmação, inserindo-a “no estilo e maneira de ser do presidente”.

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