Viveiros de corais decolam no Brasil para proteger espécies em risco

Temperaturas oceânicas aumentam a cada ano, de acordo com um relatório de 2021 relatório da ONU, o que significa que certas espécies marinhas vulneráveis ​​ao calor, como os corais, estão cada vez mais ameaçadas. No estado de Pernambuco, no nordeste do Brasil, uma iniciativa científica tenta revidar.

Desde 2017, a Corais Biofactory, uma startup científica local, vem desenvolvendo uma técnica para ajudar na restauração de corais por meio do uso de “viveiros”. Nesses espaços, cientistas reabilitam corais danificados extraídos do mar. Após o tratamento, eles os reintroduzem nos recifes de coral de Pernambuco.

O trabalho é pioneiro no Brasil, pois utiliza bases impressas em 3D que servem de suporte para o coral enquanto ele está sendo reabilitado. Mais de mil fragmentos de corais já foram tratados nos “viveiros”.

Um grupo da Millepora alcicornis Reabilitação de corais no berçário, usando bases impressas em 3D. Créditos: Biofábrica Corais.

Restauração de Áreas Protegidas

Esse esforço é muito importante para a região. Os recifes são de grande relevância para o estado de Pernambuco, cuja capital até se chama Recife, que significa recife em português. A região abriga o Reserva Marinha Costa dos Coraisque é a maior área costeira protegida do Brasil com mais de 400.000 hectares.

Porém, Estudos recentes de uma equipe de universidades locais mostram a área sofreu eventos de branqueamento “sem precedentes”, levando a uma taxa de mortalidade de até 50% em certas espécies de corais. “As populações de duas espécies endêmicas do Brasil (Millepora braziliensis S Mussismilia harttii) estão seriamente ameaçados pelo aquecimento global e que a cobertura total de corais foi drasticamente reduzida”, destaca o estudo.

Em todo o mundo, essas “florestas tropicais marinhas” abrigam 25% das espécies do ecossistema oceânico. Isso significa que pelo menos um quarto de todas as espécies marinhas passam algum tempo de suas vidas em recifes de coral.

É por isso que a Biofábrica Corais se propôs a restaurar alguns dos recifes mais afetados pelos eventos de branqueamento, através de uma espécie de “replantação assistida” de corais consanguíneos. Segundo o CEO da startup, Rudã Fernandes, ele iniciou a iniciativa em um esforço de apoio às comunidades locais.

Uma mesa de restauração de corais dentro do viveiro.  Créditos: Igor Silva.

Uma mesa de restauração de corais dentro do viveiro. Crédito da imagem: Igor Silva.

“viveiros” de coral

Fernandes, CEO da Biofactory, agora uma startup ambiental, diz que o projeto começou a coletar fragmentos de corais para uso em aquários. No entanto, testemunhando os impactos dos eventos de branqueamento, ele começou a fazer um esforço para restaurar os recifes de franja.

A Biofábrica tem realizado um trabalho pioneiro no Brasil com viveiros de corais. Mais de mil fragmentos de corais já foram coletados de recifes de corais para fortalecê-los e depois reintroduzi-los de volta ao oceano.

Os pesquisadores coletam duas espécies de corais: Millepora alcicornis (coral de fogo) e Mussismilia harttii (coral couve-flor) que apresentam pelo menos 50% de perda de pele. Os pesquisadores mergulham com snorkel ou mergulho para fazer coletas para análise.

Eles levam os corais para o laboratório aliado da Universidade Federal de Pernambuco. Cada coral tem uma base feita especificamente para cada um deles em uma impressora 3D. Adaptam a base ao seu crescimento e fortalecimento.

Depois de colhidos, os corais podem permanecer por até três meses enquanto ficam mais fortes e desenvolvem uma base sólida. Essa recuperação é monitorada de perto pelos cientistas no laboratório. Uma vez firmes, são aproximados dos recifes e analisados ​​por mais de seis meses. Por fim, são transplantadas para seu ambiente natural, onde são monitoradas por mais dois anos.

A Biofábrica ainda não está na Reserva Costa dos Corais. Foi criado próximo à região de Porto de Galinhas. Mas com o apoio do WWF-Brasil, eles querem chegar a este site em 2022.

sustento para as comunidades

A manutenção dos corais desempenha um papel fundamental para as comunidades locais. Cerca de 80% da população brasileira vive em regiões litorâneas. A perda da proteção dos corais pode agravar problemas como as marés mais fortes que engolfam casas, destruindo hotéis e submergindo completamente as cidades, dizem os especialistas.

Globalmente, cerca de 850 milhões de pessoas dependem de alguma forma dos recifes. “Preservar os corais é preservar nossa segurança alimentar”, disse Vinícius Nora, analista de conservação do WWF-Brasil. Nas regiões de recife, 95% dos peixes comercialmente importantes do mundo dependem de habitats costeiros.

A Biofábrica também trabalha diretamente com as comunidades locais de Pernambuco, que dependem do turismo e da pesca. “Eles nos ajudam muito no monitoramento, porque entendem que é seu futuro e o futuro de seus filhos manter os corais saudáveis”, acrescenta Rudã Fernandes.

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